quarta-feira, 16 de Abril de 2014

PORTUGUESES LÁ POR FORA… Ganham 10-0 no jogo de estreia

Saiu Jardel entrou Gonçalo…


Peimari United continua a confiar nos nossos conterrâneos


Depois do excelente trabalho realizado a época passada, que culminou com o título e consequente subida de divisão, o Peimari United (Finlândia) continua a apostar nos atributos dos portugueses que se encontram ao serviço do clube.

Diogo Nobre, natural de Corroios, continua a ser o principal responsável pelo futebol do clube que nas suas fileiras conta também com o guarda-redes, Pedro Cardoso (ex-Almada], com o defesa Adimar (ex-Beira Mar de Almada) e agora também com o médio oriundo de Setúbal, Gonçalo Cruz que entrou para o lugar de Tiago Ramalho (Jardel) que optou por sair.

Para além da entrada do novo jogador também a equipa técnica que integra igualmente Hugo Henriques foi reforçada com a inclusão de um novo treinador estagiário da Escola Superior de Desporto de Rio Maior, que irá ficar responsável pela equipa de iniciados e ajudar no resto dos escalões. Trata-se de André Miranda oriundo de Leiria que trabalhou um ano no escalão de Sub-11 do Sporting CP e na formação do Marrazes (onde também foi jogador sénior).

Para ficarmos a saber mais alguns pormenores sobre os objectivos do clube e em especial daquilo que os nossos conterrâneos pretendem fazer nesta nova época desportiva, o JORNAL DE DESPORTO falou com o treinador Diogo Nobre.

Goleada a abrir


O Peimari United iniciou o campeonato com uma goleada. Foi um bom começo...
Sim, não esperávamos tantas facilidades agora que jogamos numa divisão acima, mas a verdade é que entrámos com uma atitude avassaladora, marcámos 4 golos nos primeiros 15 minutos e os nossos adversários não estavam minimamente preparados para o que aconteceu. Depois, foi gerir e dar minutos aos mais jovens. Posso dizer que o nosso capitão saiu aos 45 minutos quando já ganhávamos por 7-0, porque temos jogo de novo esta 4ª feira. Neste momento posso dizer que os meus jogadores têm uma mentalidade vencedora, que tentei implementar nestes dois últimos anos, e não precisam sequer de discursos motivadores porque eles próprios, mais do que ninguém, querem ganhar todos os jogos e continuar a procura constante pela superação e excelência, cultura que tem sido implementada por nós (e que não era normal por aqui).


Este ano a equipa apresenta algumas novidades, em relação à época anterior, nomeadamente a nível de portugueses com a saída do Jardel e a entrada do Gonçalo. Quem é concretamente este Gonçalo?
Sim, infelizmente o Jardel, por opção própria, decidiu deixar-nos. Para nós foi uma grande perda. Depois disso, escolhemos o Gonçalo Cruz para ocupar a sua vaga, embora seja um jogador de características diferentes. Nascido em 93 é um jovem promissor que vem de Setúbal e durante as camadas jovens passou pelo Vitória, Belenenses e Marítimo. O ano passado jogou pelo Sesimbra já em seniores e este ano contratámo-lo ao U. Montemor. Joga preferencialmente a medio ofensivo (10), mas pode também fazer os corredores com qualidade. A sua versatilidade foi também um factor decisivo para trazê-lo, já que vamos perder alguns jogadores no verão que vão para o serviço militar obrigatório e ele pode cobrir diferentes posições. Foi-me recomendado vivamente pelo meu amigo Nuno Correia e teve uma boa estreia no campeonato com dois golos e duas assistências. Posso defini-lo como um jovem cheio de energia e vontade de aprender, que quer mostrar trabalho e conquistar a sua oportunidade no futebol profissional. Tem grande margem de progressão, e neste momento estamos a trabalhar alguns pontos que ainda tem de melhorar, para num futuro próximo poder sem qualquer dúvida integrar um plantel profissional. É um jogador explosivo, com alguma criatividade e remate forte, mexe-se bem sem bola e pressiona forte os adversários, o que faz com que assente bem no nosso modelo de jogo.



Esteve quase a fazer história na Taça da Finlândia

Antes do campeonato houve Taça onde ao que consta quase conseguiram um milagre. Pode descrever o que na realidade se passou?
Na história da Taça da Finlândia nunca uma equipa de divisões inferiores (abaixo da 3.ª) passou à 4.ª eliminatória (provavelmente pela forma como está organizada). Sabíamos que iria ser difícil mas tentámos ao máximo contrariar a história. Por isso, quando soubemos que íamos jogar contra um clube da 2.ª divisão (maioria do plantel profissional) sendo nós um plantel amador constituído por miúdos nascidos em 95/96, à excepção dos portugueses, sabíamos que iríamos ter uma “missão impossível”. Mas fizemos todos os esforços possíveis, eu e o Hugo fizemos centenas de km para ver o adversário jogar, perdemos horas na internet à procura de filmes, e até filmámos um jogo deles ao vivo com uma camara oculta. Tudo valeu para delinear a estratégia, que quase nos valia a vitória. Empatámos 2-2 nos 90 minutos mas depois infelizmente devido à nossa inexperiência marcámos um incrível autogolo que nos mandou para o prolongamento. Depois o banco deles com mais qualidade fez a diferença quando os nossos rapazes estavam já muito desgastados. Seja como for o terceiro golo deles no prolongamento foi com a mão, está filmado e é triste, mas valeu a atitude lutadora dos nossos rapazes. Foi o primeiro ano na Taça da Finlândia. Para o ano com mais experiência poderemos de novo tentar fazer história.




Quais são os objectivos para esta nova época?
O nosso grande objectivo é claro: subir de divisão de novo. Aliás como disse o ano passado, o projeto estabelecido é subir 3 divisões em 3 anos e penso estarmos no bom caminho. Eu, como treinador, gostaria de ter de novo o melhor registo defensivo possível. O ano passado acabámos a primeira volta com um só golo sofrido, se este ano conseguíssemos o mesmo seria incrível, assim, como seria fantástico, fazer de novo os 22 jogos só com vitórias. Sabemos que vai ser muito complicado, mas não custa nada tentar.

Primeira entrevista filmada da época de Diogo Nobre na Finlândia
https://vimeo.com/91400077

terça-feira, 15 de Abril de 2014

NATAÇÃO»» Rafael Gil obteve a medalha de bronze para Portugal

Campeonatos decorreram em Alexandroupolis, na Grécia

Associação Naval Amorense no Multinations Júnior Meet 2014

A Associação Naval Amorense esteve representada nos Multinations Junior Meet 2014 pelos nadadores Rafael Gil e João Gil e pelo seu técnico Ricardo Santos (na condição de técnico convidado pela Federação Portuguesa de Natação), naquele que foi um momento alto da sua natação. Ambos os nadadores alcançaram resultados de relevo que permitiram à selecção nacional um bom desempenho nos campeonatos que decorreram em Alexandroupolis, na Grécia, nos dias 12 e 13 de Abril.

Rafael Gil, ao realizar na prova de 1500 Livres a marca de 15:49.36, garantiu os mínimos para a sua participação no próximo Campeonato da Europa de Juniores, que se vai realizar em Dordrecht (Holanda), de 9 a 13 de Julho.

Ainda na prova de 1500 Livres, Rafael Gil obteve para Portugal a medalha de bronze. As provas de 1500L e 400L foram excelentes para os nadadores Rafael Gil e João Gil da Associação Naval Amorense, que melhoraram as suas marcas pessoais, facto esse que justifica plenamente a sua presença na equipa nacional portuguesa.

INATEL»» Casa do Povo de Corroios 2 Azul e Ouro 1

Equipa visitante não perdia há 21 jogos…

Casa do Povo impôs primeira derrota da época ao Azul e Ouro


Mesmo com o apuramento para as meias-finais já garantido pela decisão disciplinar da INATEL que puniu o Botafogo com derrota no jogo da 9.ª jornada, a Casa do Povo de Corroios fez questão de assinar uma excelente exibição, vencendo o seu adversário que já tinha também assegurado o primeiro lugar no Grupo.

Desta forma, os dois primeiros do Grupo A encontraram-se num jogo animado e bem jogado, sobretudo com muita correcção entre os jogadores, o que se louva, com o trabalho da arbitragem a passar despercebido, o que é sempre bom sinal.

Os locais, que desde cedo exerceram forte pressão sobre o reduto mais recuado dos visitantes, abriram o activo aos 14' por André Rodrigues que desviou de cabeça por cima do guardião contrário, uma bola atrasada pelo seu defesa lateral. Este golo animou ainda mais a os jogadores da Casa do Povo Corroios que cinco minutos depois, chegaram ao 2-0, por Rúben Nabais, com um toque de classe a desviar do alcance do guardião contrário, uma bola comprida. A turma local muito moralizada e confiante foi controlando bem o jogo, mantendo a vantagem até ao descanso.

Na segunda parte, os locais refrescaram a equipa, fazendo muitas substituições, mas nunca não perderam o sentido colectivo nem a vontade de vencer, pelo que o golo visitante aos 73' pouco adiantou ao rumo dos acontecimentos. Em suma, boa e merecida vitória da Casa do Povo de Corroios, que impôs a primeira derrota da temporada ao Azul e Ouro, que se viu batido ao fim de 21 jogos.

Agora na meia-final, a jogar no dia 27 de Abril, a Casa do Povo irá visitar o Vale de Milhaços, em mais um dérbi da freguesia de Corroios, que desta vez terá o aliciante de apurar um dos finalistas do campeonato, num jogo que se prevê emocionante, embora em teoria, o Vale de Milhaços possa ser considerado o favorito.

A Casa do Povo alinhou da seguinte forma: Hélder Barreiros; Diogo Mareco (Bruno Louro,72'), Rúben Nabais, Luís Duarte e Casimiro (cap); João Nery (Ernest, 62'), Rui Pereira (Miguel Leite,78'), Patrike, Sílvio (Paulo Barros,70'), Kevin (Filip,54') e André Rodrigues (Fábio Castanheira,50'). Bruno Infante (gr) não foi utilizado.

Resultados e Classificação

RESULTADOS (GRUPO A): Casa do Povo de Corroios 2 Azul e Ouro 1; Samouquense 3 Ginásio Clube de Sines 2; Lagoa da Palha 5 Botafogo 2.

CLASSIFICAÇÃO FINAL: 1.º lugar, Azul e Ouro, 21 pontos; 2.º lugar, Casa do Povo de Corroios, 19 pontos; 3.º lugar, Lagoa da Palha, 14 pontos; 4.º lugar, Ginásio Clube de Sines, 10 pontos; 5.º lugar, Botafogo, 9 pontos; 6.º lugar, Samouquense, 8 pontos.


MEIAS-FINAIS: No dia 27 de Abril, às 16 horas, realizam-se as meias-finais com o Azul e Ouro a receber o Bairro do Olival, no Vale da Amoreira e o Vale de Milhaços a ser anfitrião da Casa do Povo de Corroios


Aldeia dos Chão ganha
Taça do Reconhecimento

Com a realização da 10.ª Jornada terminou também a Taça do Reconhecimento que foi ganha pela Aldeia dos Chãos.
Resultados da última jornada: Aldeia dos Chãos 2 Curvas 0; Sport Clube do Sado 3 Vasco da Gama da Lançada 2; Areias 7 Cadoços 3.

Classificação final: 1.º lugar, Aldeia dos Chãos, 22 pontos; 2.º lugar, Sport Clube do Sado, 20 pontos; 3.º lugar, Vasco Gama da Lançada, 15 pontos; 4.º lugar, Areias, 15 pontos; 5.º lugar, Curvas, 12 pontos; 6.º lugar, Cadoços, 1 ponto.

INATEL»» Vale de Milhaços 5 Valdera 2

Nas meias-finais defronta a Casa do Povo de Corroios

Vale de Milhaços termina segunda fase em beleza

O Vale de Milhaços terminou em beleza, com uma grande exibição e uma vitória robusta, a sua participação na segunda fase da Taça Fundação Inatel que entra agora na sua fase decisiva. Por se ter classificado em primeiro lugar no Grupo B vai agora jogar nas meias-finais com o segundo classificado do Grupo A que é, nada mais, nada menos, que o seu vizinho da Casa do Povo de Corroios. O jogo que se realiza no dia 27 de Abril, às 16 horas, no campo J. Caetano, está a despertar grande interesse na região não só por se tratar de um dérbi local mas também pela qualidade dos intervenientes que vão discutir um lugar na final distrital que se realiza no dia 4 de Maio no Complexo Municipal Carla Sacramento, no Muxito (Amora).

Sobre o jogo com o Valdera, que tem vindo a mostrar alguma qualidade no futebol que pratica, há a dizer que se tratou de uma vitória inteiramente justa devido essencialmente à boa exibição dos jogadores do Vale de Milhaços que entraram muito fortes a pressionar o seu adversário e aos 25 minutos já venciam por 2-0, com golos de Dany [que depois de passar por três adversários de fora de área fez um remate ao ângulo] e Ravy [numa entrada fulgurante de cabeça]. Depois, sempre com o jogo controlado foi gerindo o resultado que se manteve até ao intervalo.

No segundo tempo, o Vale de Milhaços entrou com a mesma dinâmica e obteve mais dois golos por Kukim; o primeiro deles, na sequência de um passe rasgado para a zona defensiva contrário que deixou isolado o goleador da equipa da casa que não perdoou e o segundo, numa autêntica obra de arte do jogador. Com o resultado em 4-0, a equipa de Vale de Milhaços ter-se-á deslumbrado e o adversário aproveitou para marcar dois golos, tendo ainda Nando defendido uma grande penalidade. Passado algum tempo, o Vale de Milhaços voltou a pegar no jogo e acabou por fechar a contagem com a obtenção do quinto golo por Guetcha. No final, os jogadores voltaram a dedicar a vitória ao companheiro [Edy] que continua no hospital a lutar pela vida.

Nesta partida, o Vale de Milhaços alinhou com: Nando; Humberto, Ravy, Lizardo (Stefen, 65’), Miro (Guetcha, 45’); Hélder, Nélson (Celestino, 55’), Hélio (Edy, 55’); Djeff (Júnior, 70’), Dany e Kukim

Resultados e Classificação

RESULTADOS (Grupo B): Vale de Milhaços 5 Valdera 2; Forninho 4 Bairro do Olival 1; Juventude Carvalhal 2 Terras da Costa 1.

CLASSIFICAÇÃO FINAL: 1.º lugar, Vale de Milhaços, 28 pontos; 2.º lugar, Bairro do Olival, 14 pontos; 3.º lugar, Valdera, 12 pontos; 4.º lugar, Forninho, 11 pontos; 5.º lugar, Juv. Carvalhal, 9 pontos; 6.º lugar, Terras Costa, 8 pontos.

segunda-feira, 14 de Abril de 2014

1.ª DIVISÃO DISTRITAL»» BANHEIRENSE 4 MONTE DE CAPARICA 2

Aos 82 minutos havia 2-2...

Ganhou quem foi mais feliz e revelou maior eficácia

O Monte de Caparica apresentou-se no Vale da Amoreira com uma postura totalmente de ataque mas o primeiro sinal de perigo foi dado pelo Banheirense logo aos 3 minutos com Nico, a passe de Ramirez, a ameaçar pela primeira vez a baliza adversária que pouco depois, aos 14 minutos, consentiu o golo inaugural com Hugo Lúcio a cruzar para Racha, que tirou o guarda-redes do caminho e, já só com a baliza pela frente, não desperdiçou. A equipa forasteira tentou de imediato emendar o erro do seu guardião com alguns ataques bem delineados mas na primeira parte não conseguiu marcar apesar de ter tido algumas boas oportunidades para o fazer.

Na segunda metade, o Monte Caparica começou melhor e logo no segundo minuto poderia ter empatado não fosse a brilhante intervenção do guardião da equipa da casa, Andrade. Pouco tempo depois, porém, o Banheirense aumentaria a vantagem para 2-0 num livre apontado por Racha, Celé subiu mais alto que toda a defesa azul e branca e cabeceou, sem hipótese, para o fundo das redes. O Monte de Caparica não baixou os braços e aos 58 minutos reduziu para 2-1, por Varela, na marcação de uma grande penalidade, que na opinião dos homens da Baixa da Banheira deixou grandes dúvidas. A equipa da Baixa da Banheira que praticava um futebol mais esclarecido podia ter dilatado o marcador aos 67’, por intermédio de Morgado, mas não o fez e acabou por sofrer a igualdade aos 82’, depois de grande confusão na área e com um defesa do Banheirense no chão, a bola rematada por Varela acabou por ressaltar e entrar na baliza de Andrade. O empate durou pouco, porque o Banheirense de imediato voltou a adiantar-se no marcador, por intermédio de Celé, que rematou fora da área, após uma perca de bola de Albasini [jogador que costuma ser um pilar naquela defensiva mas que nesta partida esteve muitos furos abaixo], em zona proibida, surpreendendo o guarda-redes adversário. O Monte de Caparica tentou chegar de novo à igualdade mas Rafa não conseguiu dar o melhor seguimento a uma excelente simulação de Jota e o lance acabou por perder-se. Com tanto pendor ofensivo, a equipa forasteira desguarneceu a sua defensiva e isso acabou por ser fatal porque permitiu o quarto golo do Banheirense marcado [aos 90+7 minutos] por Morgado, que não vacilou quando apareceu na cara do guarda-redes contrário.



REPORTAGEM:

AMÂNDIO JESUS, Director Desportivo do Banheirense:

“A vitória é justa porque fomos mais eficazes”

Foi uma boa resposta da equipa do Banheirense, depois de um jogo menos conseguido na jornada anterior. Contando já com mais soluções, o nosso treinador pôde montar a melhor estratégia para vencer o nosso valoroso adversário. Considero que a vitória é justa, porque fomos mais eficazes e acabámos por ter mais oportunidades de golo. No entanto, é também justo dizê-lo, que se ganhássemos pela diferença mínima o resultado seria igualmente justo. Quanto ao árbitro, complicou num jogo fácil de dirigir e cometeu demasiados erros, predominantemente contra o Banheirense, como por exemplo no penalti assinalado porque o jogador do Banheirense não toca a bola com a mão, mas sim com a barriga e quando anula uma jogada de golo iminente, ao nosso avançado Racha que seguia isolado, só com o guarda-redes pela frente. Acredito, seriamente, que o árbitro deve ser melhor do que demonstrou hoje. Mas, parafraseando um amigo meu treinador, não me importo que não nos arbitre mais esta época”.



JOSÉ MEIRELES, treinador do Monte de Caparica:

“A minha equipa foi a melhor no terreno de jogo"

O futebol é feito destas coisas, nem sempre ganha quem é melhor. Quem vir o resultado amanhã no jornal não vai saber o que se passou aqui. Mas, afirmo que a minha equipa foi a melhor no terreno de jogo. Defensivamente tivemos uma tarde infeliz e na finalização tínhamos obrigação de concretizar mais. Logo, só nos podemos queixar de nós mesmos. Saio satisfeito com o futebol produzido pelo meu grupo de trabalho mas não logicamente com o resultado. Quanto à equipa de arbitragem, Rui Ramos teve um erro grave na primeira metade em prejuízo da minha equipa. Ele reconheceu isso mas não foi por ai que perdemos. Acho mesmo, que ele e os seus pares, estiveram muito bem na partida. Da mesma maneira que disse aquando do jogo do Almada que tínhamos sido prejudicados hoje digo que estiveram muito bem na partida”.



FICHA DO JOGO

Jogo no Complexo Municipal, no Vale da Amoreira
ÁRBITRO: Rui Ramos (Núcleo de Setúbal), auxiliado por Carlos Hipólito e André Vasques

UNIÃO BANHEIRENSE: Andrade; Inácio (Abu, 46’), Hernâni, Coelho, Euclides (Cordeiro, 79’); Honório, Ramirez, Hugo Lúcio (Morgado, 65’); Racha, Nico e Celé.
TREINADOR: Ricardo Pardal

MONTE DE CAPARICA: Neno; Pedro Martins, Albasini, Tó, Heta; Austrelino, Mauro Pereira, Luisinho (Pelé, 60’); Lino Pereira (Jota, 54’), Fábio Santos (Rafa, 70’) e Nuno Varela.
TREINADOR: José Meireles

Ao intervalo: 1 - 0
Marcadores: 1-0, Racha (13’); 2-0, Celé (51’); 2-1, Nuno Varela (58’); 2-2, Nuno Varela (82’); 3-2, Celé (85’); 4-2, Morgado (90+7’).

1.ª DIVISÃO DISTRITAL»» ALFARIM 1 COM. INDÚSTRIA 0

Tiago Carvalho foi o protagonista…

Alfarim ganha com golo de se lhe tirar o chapéu

Um golo de Tiago Carvalho, marcado da zona do meio campo, deu a vitória ao Alfarim no jogo que disputou com o Comércio Indústria, a contar para a 22.ª jornada do Campeonato Distrital da 1.ª Divisão que está a entrar na sua fase derradeira.

O triunfo da equipa de Alfarim não merece qualquer tipo de contestação porque foi quase superior ao seu adversário. Contudo, estes não poupam críticas ao árbitro da partida pelo facto de ter anulado um golo aparentemente limpo quando o guarda-redes do Alfarim saltou à bola juntamente com um companheiro que a introduziu na sua própria baliza, fazendo um autogolo.

A grande figura do jogo acabou por ser Tiago Carvalho pelo fantástico golo que marcou. O jogador que se encontrava na zona do grande círculo, apercebeu-se do adiantamento do guarda-redes adversário e disparou um remate certeiro por alto que só parou no fundo das redes setubalenses, fazendo assim um verdadeiro chapéu de aba bastante larga.

Com a vitória alcançada o Alfarim ascendeu ao oitavo lugar da tabela classificativa ultrapassando o U. Santiago e o Comércio Indústria baixou para a décima segunda posição sendo ultrapassado pelo Palmelense que somou um ponto no encontro que disputou com os Pescadores da Caparica.

Na próxima jornada o Alfarim desloca-se a Santiago do Cacém para defrontar o União e o Comércio Indústria será anfitrião do Almada, no campo da Bela Vista.



A OPINIÃO DOS TREINADORES

JOSÉ CARLOS, treinador do Alfarim:

“Fomos a única equipa com oportunidades de golo”

“Foi um jogo dominado em grande parte pelo Alfarim que foi a única equipa que teve oportunidades de golo, à excepção de um lance em que o adversário reclama golo que a acontecer até seria autogolo. Na primeira parte o jogo só teve um sentido e foi exactamente nesse período que marcámos o golo da vitória. Depois, na segunda parte já houve mais equilíbrio embora nos tivessem pertencido as melhores oportunidades do encontro. Com o 1-0 a emoção e a incerteza quanto ao desfecho final manteve-se até ao fim mas o Alfarim é um justo vencedor porque jogou melhor e foi superior. Fizemos mais um jogo sem dar praticamente oportunidades ao adversário e não sofremos golos. Só temos que estar satisfeitos por isso”.


CARLOS RIBEIRO, treinador do Com. Indústria:

“Foi-nos anulado um golo limpo”

“O Alfarim é uma das melhores equipas do campeonato e foi superior na primeira parte. Na segunda parte equilibrámos e fomos muito melhor porque eles só iam lá à frente em contra-ataque. Nesse período foi-nos anulado um golo limpo porque não houve qualquer irregularidade no lance porque o guarda-redes salta com um companheiro de equipa que introduz a bola de cabeça na própria baliza. O árbitro apontou para o centro do terreno mas depois com a reclamação deles inventou uma falta contra nós e para além disso também não viu a bola ser jogada duas vezes com a mão dentro da área por jogadores do Alfarim. Tecnicamente não esteve muito mal mas no aspecto disciplinar esteve horrível. Se nós somos tratados assim por árbitros que moram mesmo junto ao nosso campo o melhor é passarmos a ter somente árbitros de outros núcleos. Nós não queremos ser beneficiados mas também não queremos ser prejudicados. Esta é a segunda vez que somos apitados por árbitros que convive com os nossos jogadores todos os dias e nós não precisamos disso. Se calhar até estava condicionado por isso. Quero contudo dizer que nada disto coloca em causa a superioridade do Alfarim que tem uma excelente equipa”.



FICHA DO JOGO

Jogo no Complexo Desportivo, em Alfarim
ÁRBITRO: Acácio Guedes (Núcleo de Setúbal)

ALFARIM: Sérgio Mata; António Pires, Tiago Dias, Elson, Sandro; Paulo Vítor, Bruno Correia (António Calretas, 90’), Guilherme, Tiago Carvalho; Mantorras (Tiquinho, 65’) e Bernardo (Diogo Mata, 90+2’).
TREINADOR: José Carlos Oliveira

C. INDÚSTRIA: Rafa; Pedro Santos, Nuno, Filipe, Madruga; Mendão, Rui Faria (Gonçalo, 60’), Daniel, Sousa (Fula, 80’); Sidney e Bruno Gonçalves (Luís Costa, 75’).
TREINADOR: Carlos Ribeiro


Ao intervalo: 1-0
Marcadores: 1-0, Tiago Carvalho (43’)

1.ª DIVISÃO DISTRITAL»» PALMELENSE 0 PESCADORES 0

Com quatro juniores na equipa inicial…

Costa de Caparica impõe empate em Palmela

Os Pescadores da Caparica, que alinharam de início com quatro jogadores ainda juniores, foram impor um empate a Palmela na partida que disputaram com a equipa local que se encontra mais bem posicionada na tabela classificativa.

O resultado final não terá deixado ninguém satisfeito embora a equipa da Costa de Caparica tenha razões para se sentir mais satisfeita porque apesar de desfalcada conseguiu conquistar um ponto fora de casa. Esta é a ideia que fica mas o treinador da equipa, Paulo Cardoso, diz que perdeu dois pontos porque a sua equipa foi a que esteve mais perto da vitória.

Menos satisfeitos terão ficado os palmelões que tinham a obrigação de fazer bem melhor porque jogavam em casa contra o último classificado. As coisas não correram da forma desejada e o empate acaba por ser um mal menor porque em termos de tabela classificativa até subiu um lugar por troca com o Comércio Indústria que perdeu em Alfarim.

Na equipa da Costa de Caparica será de realçar a presença dos juniores João Gomes e Rodrigo II [de 1.º ano], João Martins e Ricardo [de 2.º ano], que alinharam de início. E, ainda Igor [de 2.º ano] que foi suplente utilizado.

Na próxima jornada, a equipa de Palmela viaja até Grândola e os Pescadores recebem na Costa de Caparica o Beira Mar de Almada.



A OPINIÃO DOS TREINADORES


EDU MACHADO, treinador do Palmelense:

“O nulo acaba por castigar a fraca qualidade das três equipas”


Foi um jogo de fraca qualidade em que o empate se aceita. Ambas as equipas tiveram oportunidades para chegar ao golo mas o nulo acaba por castigar a fraca qualidade imposta pelas três equipas. A minha equipa atravessa o período menos bom da temporada com muitas lesões, castigos e impedimentos mas somos os primeiros a afirmar que sabemos e podemos fazer muito melhor. Temos muitas dificuldades no dia-a-dia e estes jogadores jogam apenas pelo amor à camisola. Tenho a certeza que os jogadores não vão baixar os braços para assim podermos demonstrar a muita gente que não estamos mortos. Há que continuar a trabalhar mais e melhor pois se assim fizermos os resultados irão aparecer. Boa Páscoa para todos”.




PAULO CARDOSO, treinador dos Pescadores:

“Estivemos muito mais próximo da vitória que o adversário”

“O relvado não estava nas melhores condições e isso complicou um pouco quem quis jogar de pé para pé, como era o nosso caso. Houve uma grande entrega por parte dos Pescadores e com algumas situações de finalização para ambos os lados. Nós conseguimos criar as melhores situações de golo mas não fomos eficazes. Na segunda parte continuámos com a mesma vontade e conseguimos novamente aparecer na cara do guarda-redes, mas não acertámos na baliza. O Palmelense também criou algumas situações mas caiu muitas vezes em posição de fora de jogo. Estivemos muito mais próximo da vitória que o adversário porque conseguimos criar mais situações. Por isso, considero que foram dois pontos perdidos. De realçar será também o facto de ter sido obrigado a chamar juniores para colmatar a falta de alguns jogadores lesionados e castigados e outros que não comparecem aos treinos. Assim sendo, só tenho que deixar aqui um agradecimento ao treinador da equipa de juniores pela disponibilidade em servir a equipa de seniores. Neste jogo, os miúdos demonstraram uma grande vontade e tiveram uma entrega que pode colocar em causa alguns seniores que pensam que já são alguém na vida. Se tiver que perder perco com dignidade é esta a minha imagem e é esta a imagem que tento passar aos atletas. Eles deram tudo o que tinham e eu fiquei muito satisfeito com isso. As coisas ainda não estão definidas quanto à minha continuidade mas não terei qualquer problema em continuar a apostar nos jovens do clube que se queiram mostrar e que têm disponibilidade para jogar na equipa sénior”.



FICHA DO JOGO


Jogo no Campo Municipal, em Palmela
ÁRBITRO: Alexandre Quintelas (Núcleo do Barreiro)

PALMELENSE: Gustavo; Cartaxo (Pombo, 55’), Pedrinho, Samuel, Paulo Sousa; Nelson, Marco (Kevin, 80’), Rocha; Cortez, Jouberth (Fabinho, 55’) e Carrilho.
TREINADOR: Edu Machado

COSTA DE CAPARICA: Hernâni; João Martins, João Gomes, Rodrigo, Chico; Rui Longo (Igor, 90’), Custódio, Ricardo (Telmo, 70’), Dani (Galo, 75’), Rodrigo II e Mário Rui.
TREINADOR: Paulo Cardoso


Resultado final: 0-0

1.ª DIVISÃO DISTRITAL»» BEIRA MAR DE ALMADA 3 U. SANTIAGO 1

João Oliveira bisou…

Beira Mar de Almada obtém vitória tranquila


O Beira Mar de Almada obteve uma vitória tranquila no jogo que disputou em Cacilhas com o U. Santiago, equipa que pratica bom futebol mas que ultimamente tem vindo a cair em termos classificativos face a algumas limitações no plantel causadas por questões laborais de alguns dos seus jogadores que trabalham por turnos e nem sempre podem dar o seu concurso à equipa ao domingo.

Quanto ao jogo bem se pode dizer que começou da melhor maneira para a equipa almadense que se adiantou no marcador logo aos dois minutos por João Oliveira. Na primeira parte, o Beira Mar dispôs ainda de mais algumas ocasiões mas não conseguiu voltar a marcar, atingindo-se assim o intervalo com 1-0 a favor da equipa orientada por João Luís.

Na segunda parte, o Beira Mar de Almada voltou a entrar bem e aos 55 minutos, João Oliveira aumentou a vantagem para 2-0. Os alentejanos esboçaram então alguma reacção e conseguiram reduzir para 2-1 mas depois na compensação os almadenses voltaram a marcar e colocaram o marcador em 3-1, com que se atingiu o final do encontro.

Com a vitória alcançada o Beira Mar de Almada subiu ao 9.º lugar da tabela classificativa ultrapassando precisamente a equipa de Santiago do Cacém.

No que respeita à próxima jornada o Beira Mar de Almada desloca-se à Costa de Caparica para medir forças com os Pescadores e o U. Santiago recebe o Alfarim.




REPORTAGEM


JOÃO LUÍS, treinador do Beira Mar de Almada:

“Aos 20 minutos podíamos ter acabado com o jogo”


“Entrámos bem, marcámos cedo e aos 20 minutos podíamos ter acabado com o jogo porque tivemos três ou quatro oportunidades para marcar. Depois eles equilibraram o jogo porque se trata de uma equipa que gosta de jogar à bola. Nós deixámos eles jogarem até ao nosso meio campo porque estávamos a ganhar. Na segunda parte voltámos a entrar bem e fizemos o segundo golo. Eles reagiram e atacaram com tudo à procura do golo que acabaram por conseguir já perto do fim, mas nós ainda antes de terminar resolvemos de vez a questão com a obtenção de mais um golo. Fizemos um jogo com algum equilíbrio em termos defensivos e fomos competentes a atacar. Portanto, obtivemos uma vitória tranquila".



VÍTOR LOURICHO, presidente do U. Santiago:

“Não conseguimos impor o nosso futebol”

“Foi um jogo pouco agradável onde nós não conseguimos impor o nosso futebol. Fomos para o intervalo a perder por 1-0. Depois, na segunda parte eles amentam para 2-0, nós ainda conseguimos reduzir para 2-1 e temos a hipótese de chegar ao 2-2 mais que uma vez e há um penalti que o árbitro não marca a nosso favor e na compensação eles marcam o terceiro golo. Portanto, o Beira Mar foi mais feliz e acabou por ganhar em função de dois ou três erros da nossa parte e do facto de não termos conseguidos fazer mais golos. Quando isto acontece não há nada a fazer. Sem marcar golos não se consegue ganhar”.


FICHA DO JOGO

Jogo no Campo da Mutela, em Cacilhas
ÁRBITRO: Tiago Marques (Setúbal)

BEIRA MAR DE ALMADA: Ricardo; Ricardinho, Jonas, Louro, Hadil; Paulo Pereira, Kanu, Vando; Zebra (Serginho, 30’), Ivo (Pipo, 75’) e João Oliveira (Caiado, 65’).
TREINADOR: João Luís

U. SANTIAGO: Pedro; Tito, Paulo Silva, Hélder, Diogo Santos; Vítor Reis (André Fernandes, 75’), Caixeirinho (Diogo Filipe, 50), Paulinho; Ruan, Daniel Direito e Idy..
TREINADOR: João Direito

Ao intervalo: 1-0
Marcadores: 1-0, João Oliveira (2’); 2-0, João Oliveira (55’); 2-1, Idy (65’); 3-1, Caiado (90+3’).

1.ª DIVISÃO DISTRITAL»» ARRENTELA 1 DESP. FABRIL 2

Num lance de bola parada…

Foi uma vitória arrancada a ferros no último lance do jogo

Um golo marcado por Luís Conceição de livre directo no último lance do jogo (90+9’) deu a vitória ao Desportivo Fabril na partida que disputou no Campo da Boa Hora, com o Arrentela. Foi aquilo a que se pode chamar uma vitória arrancada a ferros numa altura em que poucos já acreditavam que pudesse vir a acontecer.

O Fabril entrou disposto a assumir o jogo e obrigou o guardião Maruilson s adua sboas intervenções, uma das quais na cobrande de um livre lateral. Respondeu o arrentela com uma excelente abertura de Paulo Costa para Hélder Leal que chegou um pouco atrasado. O Fabril volta a subir e na cobrança de um canto coloca outra vez à prova a qualidade de Maruilson. Tudo isto nos primeiros 10 minutos. A partir daqui, o Fabril passou a tomar conta do jogo e colocou-se em vantagem aos 13 minutos por intermédio de Nuno Nascimento que aproveitou da melhor forma a escorregadela de um adversário para inaugurar o marcador. A equipa do Lavradio sempre com um pendor bastante ofensivo ia fazendo uma boa circulação e o Arrentela sentia algumas dificuldades mas até ao intervalo o resultado não voltou a sofrer alteração.

Na segunda parte, o Arrentela entrou muito melhor e Vilar que havia sido lançado ao intervalo deu o primeiro sinal de perigo ao obrigar o guardião do Fabril a aplicar-se a fundo quando estavam decorridos apenas 54 minutos. Mais tarde, Paulo Costa isola-se e atira para defesa de Carlos Soares, o jogador do Arrentela volta a insistir e acaba por ser travado em falta pelo guarda-redes do Fabril que comete penalti, sendo expulso. Na cobrança do castigo máximo Paulo Costa atirou a contar restabelecendo igualdade. A jogar com menos um o Fabril passou um mau bocado até que Manuel Correia resolveu arriscar com a troca de um defesa (Letras) por um avançado (Cajó). O Fabril, mesmo em inferioridade numérica ia insistindo no ataque enquanto os arrentelenses tentavam a todo o custo segurar o empate. Atingidos os 90 minutos foram dados sete minutos de compensação mas como o jogo nesta altura sofreu várias interrupções o árbitro resolveu dar mais alguns minutos e foi já no período de compensação sobre compensação que o fabril chegou á vitória no livre cobrado por Luís Conceição que já na semana anterior havia também construído ma mesma forma a vitória da sus equipa no jogo então disputado com o Alcochetense.

A arbitragem de Micael Rechena foi de bom nível. Deixou jogar, aplicou bem a lei da vantagem e não teve grande necessidade de agir em termos disciplinares porque os jogadores também facilitaram a sua missão. No lance do penalti não tinha outra coisa a fazer e em relação ao tempo dado a mais a razão parece ter estado do seu lado porque na verdade os jogadores do Arrentela na tentativa de segurarem o empate queimaram demasiado tempo na parte final do jogo.


REPORTAGEM



JOÃO GÉMIO, jogador do Arrentela:

“Estamos com muita azia porque não merecíamos perder”

Perder desta forma custa muito. Trabalhámos bem porque sabíamos o peso do adversário e perdemos mesmo no final já quando ninguém esperava, é o futebol. Na primeira parte houve algum domínio do Fabril mas a segunda parte foi totalmente dominada por nós. O tempo de descontos dado pelo árbitro foi de sete minutos e eles quando marcaram o golo da vitória já tinham passado dez. Depois de termos rectificado algumas coisas ao intervalo na segunda parte melhorámos bastante porque fomos à procura e acreditámos. O adversário respeitou-nos e nós fizemos o nosso papel. Nesta altura, no balneário, estamos com muita azia porque a equipa trabalhou muito contra um adversário de muita qualidade e não merecia perder. Temos que levantar a cabeça e continuar a trabalhar para conseguirmos o nosso objectivo que passa naturalmente pela manutenção”.



FLÁVIO, treinador-adjunto do Desp. Fabril:

“Foi uma vitória justa mas demasiado sofrida”

Foi uma vitória alcançada a ferros no último lance do jogo mas devíamos ter feito mais para evitar esta situação. Com menos um, os jogadores tiveram o mérito de lutar e o esforço acabou por ser recompensado no final. Penso que é uma vitória justa pelo que fizemos contudo demasiado sofrida para o que gostamos de fazer. Na primeira parte tivemos o controlo total do jogo, fizemos o golo aos 13 minutos e poderíamos ter aumentado logo a seguir mas não fizemos e o tempo foi passando. Na segunda parte, o Arrentela viu que podia arrancar um pontinho e arriscou um bocadinho mais. Nós, tivemos algumas desatenções e numa delas sofremos um penalti que resultou no golo do empate e ficámos com menos um jogador; foram logo dois tiros de uma só vez. Mas, de qualquer forma, os jogadores estão de parabéns pela forma como se entregaram ao jogo e o Arrentela também pelo seu empenho, só é pena que tenha causado muita perca de tempo perto do final. Estamos naturalmente contentes com a vitória porque nos deu mais três pontos rumo ao objectivo”.



FICHA DO JOGO

Jogo no Campo da Boa Hora, em Arrentela
ÁRBITRO: Micael Rechena (Núcleo de Almada / Seixal), auxiliado por João Marques e João Domingos

ARRENTELA: Maruilson; André Antunes, João Gémio, Marco Dias, Jorge Santos (cap.); David Pombeiro, Flaviano (Samuel, 90’), Nhaga (Migas, 90+4’), Paulo Costa; Miguel Abreu e Hélder Leal (Vilar, 45’).
Suplentes não utilizados: Jesus, Brito, Abreu e Gonçalo
TREINADOR: Lívio Semedo


DESP. FABRIL: Carlos Soares; Adérito, Conceição, Mário Loja, Paulo Letras (Cajó, 72’); Espanta (cap.), Miguel Pimenta, Serginho (Banana, 56’); Joel (Bonifácio, 65’), Tiago Correia e Nuno Nascimento.
Suplentes não utilizados: Pablo, César, Miguel Lampreia e Catarino
TREINADOR: Manuel Correia

Ao intervalo: 0-1
Marcador: 0-1, Nuno Nascimento (13’); 1-1, Paulo Costa (66’) gp.; 1-2, Luís Conceição (90+9’).
Disciplina: cartão amarelo para Marco Dias (90+7’). Cartão vermelho a Carlos Soares (63’).

1.ª DIVISÃO DISTRITAL»» AMORA 1 GRANDOLENSE 1

Grandolense obteve o seu 22.º ponto fora de casa…

Amora cede empate em casa e atrasa-se na corrida ao título


O Amora não conseguiu melhor que um empate na recepção ao Grandolense e atrasou-se um pouco mais na tabela classificativa porque o Desportivo Fabril venceu na Arrentela. A diferença entre as duas equipas, que curiosamente se defrontam na próxima jornada no Estádio Alfredo da Silva, passou a ser de cinco pontos.

A equipa que melhor entrou no jogo foi o Amora mas a primeira a marcar foi o Grandolense [por Gonçalo] que aproveitou da melhor forma um erro da defensiva adversária. O Amora reagiu bem e passado pouco tempo chegou à igualdade por intermédio de Carlitos, resultado que se manteve até ao intervalo. A primeira parte ficaria entretanto marcada por algumas ocorrências com os amorenses a queixarem-se de um penalti não assinalado a seu favor quando o resultado estava ainda em branco e os alentejanos que atiraram uma bola ao poste a lamentarem também a decisão do árbitro que deu o dito por não dito numa falta assinalada contra o Amora que começou por ser dentro mas depois acabou por ser fora, por indicação do seu assistente.

Na segunda parte, o Amora esteve sempre por cima mas não conseguiu materializar os seus intentos porque o adversário – que passou a jogar em inferioridade numérica a partir dos 77 minutos, por expulsão de Marco Soares, tapou muito bem os caminhos para a sua baliza.

No final, a divisão de pontos terá deixado muito mais satisfeita a equipa de Grândola que obteve assim o seu 22.º ponto fora de casa naquele que foi o seu primeiro empate, depois de sete vitórias e três derrotas, nos 10 jogos então efectuados na condição de visitante.

Para o Amora este foi o segundo empate caseiro mas ao mesmo tempo o 15.º jogo consecutivo a pontuar [12 vitórias e 3 empates] facto que demonstra bem o excelente campeonato que está a realizar.

Na próxima jornada, que se realiza apenas no dia 27 de Abril, o Amora desloca-se ao Estádio Alfredo da Silva para defrontar o Desportivo Fabril enquanto o Grandolense recebe no seu estádio o Palmelense.




A OPINIÃO DOS TREINADORES:


PEDRO AMORA, treinador do Amora:

“Grandolense surpreendeu-me pela negativa”

“Entrámos bem no jogo, criámos duas ou três situações em que poderíamos ter definido melhor e depois num lance completamente inofensivo cometemos um erro que resultou no golo do Grandolense, equipa que me surpreendeu pela negativa porque desde o primeiro minuto nunca se preocupou em jogar futebol mas sim apenas em empatar tempo com a conivência do árbitro. Na verdade, estava à espera de uma equipa mais agressiva que viesse disposta a discutir o jogo, mas não foi isso que aconteceu porque o domínio do Amora foi total do princípio ao fim. Falhámos na finalização e acabámos penalizados por isso. O resultado não satisfaz em nada porque nos faltou algum discernimento no aspecto da finalização. Em relação à equipa de arbitragem, ficou por marcar um penalti a nosso favor na primeira parte quando havia ainda 0-0 e depois a tal conivência com o antijogo do adversário que não se percebe. Assim, como também não se compreende, que tenha terminado o jogo com cinco minutos quando havia dado seis de compensação”.



ANTÓNIO GOMES, treinador do Grandolense:

“Foram mais uns pontos roubados a equipas que vão na frente”

“Já sabíamos que ia ser um jogo difícil porque o Amora estava na luta pela subida enquanto nós temos o nosso campeonato praticamente feito. Entrámos no jogo com algumas cautelas mas conseguimos marcar cedo. O Amora, passado pouco tempo, empatou. Por aquilo que eu vi, na primeira parte tivemos mais oportunidades com uma bola no poste e um penalti a nosso favor que o árbitro assinalou mas depois voltou atrás para mandar marcar um livre fora da área. Na segunda parte demos o domínio ao adversário para tentar surpreender no contra-ataque mas depois ficámos reduzidos a 10 jogadores e as coisas complicaram-se mais. Fomos obrigados a reforçar a retaguarda mas com esforço, trabalho e dedicação, conseguimos o empate, Estamos de parabéns por isso. Foram mais uns pontos roubados a equipas que vão na frente e o Amora nas duas vezes que jogou connosco para o campeonato nunca conseguiu ganhar. Portanto, só se pode queixar de si próprio. Nós viemos aqui fazer o nosso jogo, fomos fortes, inteligentes e acabámos por ganhar um ponto num campo difícil. Estamos satisfeitos por isso”.



FICHA DO JOGO

Jogo no Estádio da Medideira, em Amora
ÁRBITRO: David Salvador (Núcleo do Pinhal Novo), auxiliado por Miguel Broega e João Lourenço

AMORA: Pombo; Balela, Freire (Joca, 62’), Alex, Jandir (Lorete, 76); David Martins, Ricardo Rigôr (Pedro Pereira, 87’), Hugo Graça; Carlitos, Formiga e David Rodrigues.
Suplentes não utilizados: Fábio Paulo, Filipe, Maside e Domingos
TREINADOR: Pedro Amora

GRANDOLENSE: Washington; Marco Soares, Paulo Santos, Jean, Mico; Gonçalo Bruno Mendes, Borges, Ni (Marco Neves, 82’); Besugo e Idy (Diogo, 71’).
Suplentes não utilizados: Heleno, Fábio Santos e Wilson
TREINADOR: António Gomes

Ao intervalo: 1-1
Marcadores: 0-1, Gonçalo (16’); 1-1, Carlitos (22’)
Disciplina: cartão amarelo para Freire (27’); Alex (34’); Gonçalo (36’); Wilson (37’ no banco); Washington (54’); Jandir (58’); Bruno Mendes (65’); Paulo Santos (70’); Marco Neves (90+4’). Cartão vermelho directo para Marco Soares (77’).